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- Escrito por René Gertz
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Para quem não acompanhou a história, é necessário recapitular. Em 20 de abril de 2009, foi assassinado, no Paraná, um casal de supostos ou efetivos “neonazistas”, alegadamente por causa de uma disputa interna no grupo. Em maio, uma pessoa acusada de participar do crime, Jairo Maciel Fischer, foi presa em Teutônia/RS, onde ele – vindo do Paraná – trabalhava há cerca de 18 meses, numa fábrica de laticínios. A prisão desencadeou um verdadeiro delírio, porque “neonazistas” estavam sendo monitorados e presos no estado desde 2003, mas sempre na região metropolitana de Porto Alegre, e, mais recentemente, em Caxias do Sul. Como a unanimidade do senso comum imagina que “neonazismo” é, necessariamente, um produto exclusivo da “colônia alemã”, o alvoroço, até então, fora relativamente contido, porque, decididamente, não havia como ligar os casos anteriores à “colônia”. Isso, no entanto, mudou, de forma radical, a partir do episódio de maio de 2009.
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Em agosto de 2010, apareceram pichações com símbolos nazistas em placas de trânsito numa rodovia que atravessa o município de Teutônia (RS). Autoridades policiais desmentiram, de forma categórica, que elas tivessem sido feitas por “neonazistas” locais. Mesmo assim, o então procurador da República em Lajeado – a cuja jurisdição o citado município pertence – houve por bem investigar o caso. Em março de 2012, apresentou um relatório a respeito. Fiz a crítica dessa ação do procurador na nota “Que Deus proteja este nosso Rio Grande de virar uma nova Bósnia!” [clica aqui para lê-la]. Mais tarde, publiquei um livro intitulado O neonazismo no Rio Grande do Sul, no qual renovei minhas críticas (p. 112-125).
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Em 2014, comemoram-se os 150 anos de nascimento de Max Weber - o maior cientista social de todos os tempos. Entre os variados aspectos de seu pensamento, destacam-se as famosas "antinomias". Significa que Weber, muitas vezes, leva seus leitores a seguir um argumento numa determinada direção, expondo pontos "positivos"/"negativos" de um fenômeno. No auge de sua argumentação, porém, começa a mostrar que tudo tem um “outro lado”, e que o mesmo fenômeno também pode ser visto em sentido oposto. Para muitos, isso é sinal de insegurança, de indefinição. Para mim, trata-se, porém, de um poderoso antídoto contra todo tipo de ortodoxia que defende de forma tão intransigente aquilo que considera “verdadeiro” que se sente autorizada a impor sua “verdade” aos outros manu militari, se necessário.
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- A Antropologia é, sem dúvida, uma área respeitada da produção acadêmica brasileira. Mas talvez também seja uma das áreas em que com maior frequência se manifestam figuras um tanto exóticas. Este site registra esquisitices fantásticas produzidas por antropólogo(a)s. Neste momento, é necessário referir a fala de um antropólogo que traz algumas observações pertinentes, lamentavelmente, porém, acaba descambando para o perigosíssimo terreno da divulgação de preconceitos étnico-culturais, talvez emitidos sem qualquer pesquisa própria a respeito, cuja base provável é um "ouvir dizer", cuja repercussão, na opinião pública, no entanto, pode vir a ser devastadora, tendo em vista que o autor possui um título de doutor e é professor em uma das mais respeitadas universidades do Brasil.
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- Escrito por René Gertz
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Uma estatística do Google mostra que o interesse pelo tema “neonazismo” vem decrescendo desde 2009. Isso certamente se deve aos brutais exageros cometidos pela indústria do “neonazismo”, que transformou – ao menos no Brasil – uma luta justa e necessária em uma verdadeira barbárie de difamação contra determinados grupos “étnicos”. Também no Rio Grande do Sul o interesse pelo tema tem diminuído, de forma visível. Mas os efeitos latentes da campanha difamatória levada a efeito durante anos podem voltar à tona, a qualquer momento, e os ódios étnicos semeados por tanto tempo resultar numa carnificina. E isso pode acontecer, por exemplo, no momento em que o julgamento dos “neonazistas” gaúchos que atacaram rapazes judeus em 2005 – julgamento suspenso em meados de 2013 – efetivamente vier a ocorrer.
Leia mais: A indústria do “neonazismo” está num mato sem cachorro
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